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Dia 15 de agosto ocorrerá a próxima edição do Curso prático de flycasting, no Ninho da Coruja, em Canela. O valor é de R$ 100,00 incluído almoço campeiro e ingresso ao pesqueiro. Iniciará as 10 horas, com prática e correção de casting e a tarde pode-se pescar pelos 3 lagos da propriedade. Não é necessário ter equipamento para o curso. Poucas vagas. Inscrições pelo
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Por Gustavo De Marchi
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Big Sky. O grande céu se dissolvia em água. Mas isso jamais nos impediu de pescar e não seria nessa manhã escura que seria diferente. Carregamos a Ma’m e seguimos 39 milhas após Ennis, até o acesso público de pesca Three Dollars Bridge, doado por um pescador generoso. Agradeço à ele! Há também uma mosca que recebe este nome, Three Dollar Dip, pequena emerger de mayfly, ou seja um subimago emergente de efemerôptero, um inseto aquático que ocorre esta época e estava emergindo esta época. Esta mosca, lembra, a traços groseiros, uma caddis com as asas cortadas. |
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Por Gustavo De Marchi
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Existem expressões sobre as quais não atentamos ao siginificado, não abstraímos um sentido, apenas convivemos, sem questionar. Geralmente acontece com os nomes próprios. No entanto, ao cruzar a ponte sobre o rio Galantin, na saída de Bozeman para a pequena cidade de Ennis, naquela manhã ensolarada, compreendi a dimensão de um nome. De um dia para outro o rio que estava baixo e com águas quase limpas, se tornou um mar de lama. Condição que os pescadores denominam como “chocolate” ou “muddy”. Lembrei na hora, ao ver o rio, do pai do Chicago Blues e idealizador da guitarra elétrica, Muddy Waters, e pela primeira vez compreendi que este não era seu nome, mas uma alcunha, que significa águas lamacentas, barrentas. O rio estava muito mais que isso, parecia uma grossa pasta de paçocaquinha de amendoim que se deslocava lenta e caudalosamente, muito acima do nível do dia anterior. Era o “run off” causado pelo degelo das montanhas. |
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Por Gustavo De Marchi
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Estado de Montana, uma semana de viagem por ar e terra. Acampados sentimos pela primeira vez o frio das montanhas. Tomando vinho, na beira do fogo do “ring fire“, e fazendo nosso primeiro churrasco na terra do Tio Sam, experimentamos a temperatura despencar quando o sol se pôs. Isso já eram nove e tanto da noite. A friaca veio de “a'cavalo“, montada em pêlo e escondida no vento, como os índios. As montanhas ao redor estavam nevadas e era de lá que vinha soprando o vento, não forte, mas, trazendo um pouco do gelo sobre nosso acampamento agreste, nas margens do Clearwater River. Nos recolhemos pela madrugada, após drenarmos o estoque.
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Por Gustavo De Marchi
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Parque Nacional de Yellowstone, Wyoming. Palco do Zé Colméia e muitas outras histórias, algumas sangrentas. O sol veio nos acordar de uma noite difícil. As barracas estavam congeladas. Híspidas de gelo. Os sacos de dormir para -16°C não resolveram muito o problema. A previsão informara -7°C. Algo dera errado e nunca saberei qual a temperatura daquela noite, que passei forrando o chão da barraca com as roupas da mochila, panfletos, mapas, sacos estanques, o que achasse.
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Por Gustavo De Marchi
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A primeira pescaria no famoso rio Madison tinha uma aura quase sagrada. O sabor dos momentos especiais. Partimos de Bozeman, onde sediamos nosso acampamento base nos USA, e nos dirigimos à Ennis, uma cidade típica do faroeste, cruzando paisagens bucólicas, campos secos, veados, montanhas nevadas, minas abandonadas, taperas de cabanas de toras, cercas de cavaletes. Noris, Mc Allister e algumas milhas depois Ennis. Poucas casas, e menos pessoas ainda. O comércio, na única rua central, possui as fachadas altas, quadradas, com letreiros serifados.
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Por Gustavo De Marchi
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Na estrada, bisões andavam como as trutas no rio, em cardumes e subindo. Deixamos o Jeep em um pequeno bosque, distante dos gigantescos “bifões”, como eu os apelidara, depois de 3 semanas sem comer carne. Os bisões são ruminantes enormes, com cornos curtos e ombros muito mais elevados que a cabeça, revestidos com uma cobertura de pêlos longos castanhos avermelhados, falhados em manchas. A cabeça é adornada com uma caprichada juba e os machos podem atingir quase dois metros de altura, com mais de três metros e meio de comprimento e cerca de duas toneladas. O que não é assustador é feio.
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Por Gustavo De Marchi
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Eu contei todos os riscos azuis no mapa. No Estado de Montana existem 79 rios. Inclusive o menor rio do mundo, o Roe, com 61m de comprimento. Uma característica é que todos possuem trutas. Isto é mais que uma boa justificativa para qualquer pescador ir para lá. No Brasil temos a truta arco-íris em diversos estados brasileiros. Mas, em Montana há um mundaréu de trutas diferentes. E antes de ir para a guerra, cabe estudar o inimigo. Quase que me atrapalho, são diversas espécies, alguns híbridos e inúmeras variedades. Afora o bônus extra, outras espécies de interesse esportivo: black bass, pike e espécies introduzidos pelo homem. |
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Por Gustavo De Marchi
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O outono chegou gelando Canela e proporcionando belos e curtos crepúsculos: lembranças do verão e prelúdios do inverno, que, segundo os antigos, vai ser de rachar. Já, no Hemisfério Norte, a primavera está descongelando a paisagem, o gelo das montanhas, os rios congelados, dando movimento às águas e esquentando os animais. A bicharada sai da toca. Os insetos aquáticos eclodem, reproduzem e voltam para depositar os ovos na água. As trutas aguardam ansiosas para comerem, enfurecidas, qualquer inseto que se atrapalhe na frente delas. E eu aguardo, ansioso também, pelas trutas. |
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Por Gustavo De Marchi
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Pescadores de diversos lugares, com muitos sotaques, mas, que formam uma mesma tribo e falam uma mesma, e muito estranha, língua, se encontraram para ensinar e aprender sobre a pesca com mosca, pescar e brindar a amizade. No sábado, os açudes da fazenda Sonho Meu, em Canela, foram testemunhas de reencontros e encontros. Reconhecimentos. Pessoas que só se conheciam pela internet, conversando diariamente, há anos, tiveram oportunidade de se conhecerem pessoalmente, no III Encontro de Fly Fishing do Rio Grande do Sul. |
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