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Por Gustavo De Marchi   




Eram 6 horas. Abri a cortina black out da janela do quarto do hotel para ver se o dia clareava. Um esquilo corria sobre os fios do telefone. Rápido e de uma habilidade duvidosa. Escorregava, cambaleava. Como eu, naquela hora matinal depois de umas garrafas de vinho californiano. Ele iniciou a decida do poste, queria chegar a uma grande lixeira. Coberta de neve. Os fios, as árvores, os telhados os carros, a grama, os passeios, o hidrante e o school bus amarelos, tudo estava coberto de branco. 30 centímetros de neve. 




Eram 6 horas. Abri a cortina black out da janela do quarto do hotel para ver se o dia clareava. Um esquilo corria sobre os fios do telefone. Rápido e de uma habilidade duvidosa. Escorregava, cambaleava. Como eu, naquela hora matinal depois de umas garrafas de vinho californiano. Ele iniciou a decida do poste, queria chegar a uma grande lixeira. Coberta de neve. Os fios, as árvores, os telhados os carros, a grama, os passeios, o hidrante e o school bus amarelos, tudo estava coberto de branco. 30 centímetros de neve. Enquanto dormíamos mortalmente uma nevasca passou pela cidade, inesperadamente. Tudo limpo, lindo. Um sonho branco. Snow. Irradiantemente feliz, acordei a Fani e o Iotti. Sucumbi a vontade de fazer um boneco de neve... Sim! Agora sim eu tenho certeza que os dois dias de viagens acabaram, que tudo deu certo e que estamos nos USA. Até então estava sem dormir e me movia como em um sonho, lento. Este amanhecer tão singular foi o segundo choque anafilático: a realidade. Dizem que os pescadores não são viciados pelos peixes, mas por equipamentos, ou que boa parte deles passam mais tempo colecionando tralhas que pescando. Pode ser intriga da oposição... Eu sou viciado em pescar, mas, eu confesso que sou compulsivo por comprar materiais de pesca também, chega de dar desculpa esfarrapa, todos pescadores são assim. Vêem uma novidade e vão logo cobiçando... Como mulheres o são por bolsas e sapatos. Admitido isso, em nossa expedição em busca das trutas norteamericanas a primeira parada programada foi Denver, no Colorado. Só para irmos numa boa loja de pesca comprar mais tralhas. Estávamos zumbis de sono, a viagem fora demasiada longa, creio que 4 voos e coisa de 15 mil quilômetros. Alugamos um Jeep Liberty zero km, preto e tocam direto para uma loja de pesca muito especial, sem nem mesmo passar no hotel. Na verdade, fomos para a maior loja de pesca do mundo, a Bass Pro Shops. É maior porque a rede é composta por várias Magaestores, ou superlojas, um conceito que os norteamericanos adoram e são umas 60 delas. O tamanho das lojas varia de 3,9 mil metros quadrados a 28 mil metros quadrados. E os clientes andam com carrinhos de supermercado, cheios até as bordas, arrecadando de tudo das prateleiras, do jeito que gostamos, por que há de tudo, não só de pesca, mas caça, arqueria, tiro, camping, cozinha ao ar livre, etc, todas práticas outdoor que se pode conceber. Entrar nessa loja foi o primeiro choque anafilático. É uma loja de brinquedos para crianças grandes. Teve início em 1965, como uma fábrica caseira de iscas artificiais. Em 1972 começou a vender por catalogo, em 1974 teve início a venda de barcos, hoje já foram comercializados mais de 400 mil. Possui 20 mil funcionários e atende em lojas como na que fomos ontem, mais de 75 mil clientes por ano. Ainda chego lá!!! Próxima parada Seattle.

 
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By D-zone